Piratara - Respondendo à e-mail na lista Edutec

Jurema L. F. Sampaio

Oi,

Deixando sua ironia de lado, quero esclarecer que eu não "julguei" nada nem ninguém, como você diz, de "estranha". Somente entendi como estranha a sua atitude e não você. Não falei nada sobre sua pessoa e, se falasse, seria digna de internação psiquiátrica, pois não a conheço!

Achei estranha a atitude (E por isso mesmo FALEI que achei estranha!) justamente por VOCÊ ter julgado - usando suas palavras - o website como "pirata" sem dar nenhum argumento. E, em seguida, quando questionada por mim sobre quais seriam esses argumentos, você redirecionou-me a pergunta sem argumentar novamente, isso sim vejo e, portanto disse, como estranho. 

Como você mesma diz, é uma lista aberta, mas de discussão. E, se me permite, no meu entendimento, discutir é argumentar, coisa que você não fez, taxando o website de pirata sem argumento algum.

Você disse, ainda:

Eu costumo sempre levantar questionamentos, assim posso entender como se processa a informaçao no outro, como é a aprendizagem do outro, me colocar na posiçao do outro, para de fato, atribuir-lhes algum julgamento.

Como eu já disse no parágrafo acima, não a conheço, portanto não tenho como saber "seus costumes". O que se apresentou a mim foi uma taxação opinativa não-argumentada apresentada por você que, ao ser questionada, tomou uma posição de reserva-defensiva e contrapôs-me meu próprio questionamento... É a este fato e não a você, novamente digo, que considerei e considero estranho, sim.

Efetivamente sei de minhas idéias e minhas opiniões, bem como de meus modos e costumes somente.

Seguindo a linha de argumentação irônico-defensiva que você assumiu neste post que respondo agora, se VOCÊ me conhecesse saberia eu jamais julgo nada. Apenas questiono quando não compreendo - que foi o que fiz – com a diferença que ao ser questionada não fujo de expor minha opinião e pontos de vista. Isso me torna uma pessoa, em geral, polêmica. Sei disso e não me importo, nem um pouco, em ser ou causar polêmica desde que a mesma seja produtiva.

Neste post você ainda levanta duas outras questões, a meu ver, distintas. Uma é sobre a classificação de pirataria e outra quanto ao uso de material pirata. Podemos discutir ambas, mas separadamente e não misturadas sob o mesmo prisma, caso deseje.

Mas você objetivamente me questiona, dizendo:

> Uma questao, se você considera que isso é legal, baixar um CD na íntegra, diga-me todos. tem copyright? Pq. se vc. baixa um CD integralmente nao tem motivo algum p/ comprá-lo, nao pensa?

Meus pontos de vista são:

1. Considero absolutamente legal o encaminhamento para conteúdos na Internet. Se estes, os conteúdos, estão disponíveis na rede, encaminhar para eles não torna, de maneira alguma, quem encaminha um "pirata".

2. Se um CD está disponível para download e não foi autorizado para tal o "errado" é quem o disponibilizou, não que faz o download nem mesmo que indica o caminho onde o arquivo se encontra.

3. Discordo do seu argumento de quem baixa um CD na íntegra não tem motivos para comprá-lo. Diversas vezes já fiz downloads nestes termos e posteriormente adquiri o CD por diversas razões, mas a principal delas é querer possuir o original.

4. No website em questão, paga-se pelos conteúdos de CDs completos, portanto, não vejo nenhum copyright sendo desrespeitado.

Uma outra questão sua é:

> Que termos vc. considera correto utilizar, entao, p/ um site que teria essas caracterísitcas, como vc. falou?

Volto a afirmar, não existem "websites piratas". Podem existir, sim, websites em que o conteúdo esteja disponível de forma irregular e, portanto, possa ser classificado como "pirata" (o conteúdo), mas websites jamais são piratas porque não necessitam de autorização nenhuma para serem publicados.

Quando me refiro a websites com estas características, geralmente deixo claro isso, que são publicações que contém conteúdo não-autorizado. O que efetivamente não considero que o Audiogalaxie seja.

Ah, só mais uma coisa...

Eu assino Ju, e não Jurema, não há necessidade alguma de dirigir-se a mim pelo meu nome. Se a intenção era manter um certo "afastamento respeitoso", digo, não funciona! :-)) 

Chamar-me de Jurema tem p/ mim o sentido inverso pois, informo, somente minha mãe assim o faz. :-)

OBS: Caso não compreenda, o tom utilizado nas duas frases acima é de total brincadeira, como pode ser percebido pelo emoticom ao final de cada frase.

E, já que você gosta de saudações respeitosamente distantes, cordiais saudações para você também, mas eu sempre me despeço dizendo:

beijinho,
Ju.

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