Participação no Workshop de Sergipe sobre Tecnologia Educacional
(Foi em 2000 mas até hoje não recebi o certificado que ficaram de enviar para meu endereço.)

Jurema L. F. Sampaio-Ralha

Olá.

Só hj pude iniciar minha participação, lamento.

Meu interesse maior nesse trabalho é o de discutir a necessidade (ou não) de haver uma preocupação com o design dos sites com objetivos educacionais.

Desde que iniciei na Internet, acredito no potencial educacional dela, mas sempre me questiono o "por quê" de não haver uma preocupação maior por parte dos professores e/ou educadores que se utilizam deste veículo com o "cara" dos sites. 

A todo instante o que vejo são sites mal construídos, usando inadequadamente tecnologias de animação e som, como se esses recursos fossem (como disse-me uma vez um professor a quem perguntei o que pergunto agora) "perfumaria".

É sabido que na aprendizagem vários fatores contribuem, mas a meu ver o interesse do aluno/aprendiz é o maior deles. Por quê desprezar os recursos multimídia dessa forma em um veículo essencialmente multimidiático?

Por quê fazer sites sem se preocupar minimamente com a aparência deste, sendo que o veículo é fundamentalmente visual?

Durante o congresso Educador 2000, ocorrido em abril passado, em São Paulo, vários professores apresentaram suas experiências. Ótimas a maioria delas, mas TODAS sem a preocupação com um mínimo de coerência visual e regras de um bom design. 

Gostaria de fazer uma ressalva só, Internet é veículo de comunicação, sites são peças. Algo assim, o site é uma peça de comunicação do veículo de comunicação chamado Internet, é faz parte da mídia, e tem como característica a multiplicidade de linguagens disponíveis para sua construção.

Pq a diferenciação? Não se faz comercial (peça) de televisão (veículo) de sabão em pó (produto) do mesmo modo que se faz comercial (peça) de rádio (veículo) de carros (produto), não é verdade?

Cada em website (peça) dependendo do que fala (produto) tem que ser definido, antes de tudo, qual o conceito que se quer comunicar. Pq o veículo é o mesmo p/ um site sobre escola, sobre carros, sites de bancos, etc., e as linguagens estão ai disponíveis, sejam técnicas (Flash, dhtml, etc.) ou sejam midiáticas (som, imagem, texto, etc.). A utilização adequada destes é que se mostra desafiadora... 

Algumas pessoas chamam isso de "interfaces visuais", mas eu creio que vai mais além do visual. Eu chamaria de interfaces comunicacionais.

Existe um conceito na comunicação visual que diz algo assim: as pessoas se 'lembram' 30% do que vêem, 20% do que ouvem e 70% do que ouvem e vêem junto. E é nisso que as pessoas se apegam ao justificar o uso de algumas tecnologias, só que se esquecem que, sendo esse conceito realmente válido 9o que eu acredito) as pessoas também se lembrarão 70% do que vêem e ouvem de ruim!!!!

Ou seja, aplicar imagem, som, movimento, etc., enfim usar todos os recursos tecnológicos disponíveis v/c certamente fará a pessoa se 'lembrar' de v/c, mas corre o risco de ela se lembrar daquilo como uma PAVOROSA experiência que ela não quer repetir...

Paro, por agora, aqui.

Alguém se habilita a discutir?

FECHAR A JANELA


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